Então
sei. Mas não mais.
Já se foi. O pensamento, a impossibilidade: o
reflexo na porta da loja de móveis que fica em frente à Rua Brasil por onde
passaria um caminhão que traria mudanças que seriam pra mim.
O rito: importante em sua inutilidade, empresta
esperança ao desesperado e eu sei como é ter o reflexo em primeiro plano nas
portas de vidro enquanto se caminha: o rito.
Mas tudo faz parte deste grande nada, desta
aparência construída nesse momento. Finge-se a tristeza, exalta-se a distância,
reclama-se, cala-se. Não se sabe, apesar de tanta informação.
Placebos.
No meu caminho não encontro a Máquina do Mundo, nem
pedras ou putas. Asfalto carros calçada portões árvores asfalto.
Vitrines. Um mundo todo depois de mim. Quase não me
vejo e quase não vejo o que está depois do vidro.
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