28.12.15
18.12.15
7.12.15
12.10.15
Estudarei tuas intempéries
para que possa resistir a teu tempo
a fim de que
minhas paredes
consigam se manter
assentadas nesta
terra
Junto ao sol onde tuas mágicas
deixam os planetas enciumados.
Abstenho-me das unanimidades
para preservar o caráter
amanhecedor das falhas;
Resignar a ponta dos dedos me
parece um sonho romântico
assim como toda a obra de
minha vida.
para que possa resistir a teu tempo
a fim de que
minhas paredes
consigam se manter
assentadas nesta
terra
Junto ao sol onde tuas mágicas
deixam os planetas enciumados.
Abstenho-me das unanimidades
para preservar o caráter
amanhecedor das falhas;
Resignar a ponta dos dedos me
parece um sonho romântico
assim como toda a obra de
minha vida.
Lembrete
Eu percebo
e precedo
tua boca.
São oito e meia da noite.
Sete de janeiro de
dois mil e quinze
não ficará pra história.
nove de janeiro, talvez.
II
Eu teria comprado todas as nuvens
mas disseram que era
melhor esperar pelas promoções.
III
Quero significar algo,
mas é necessário
paciência
quando construímos uma história.
e precedo
tua boca.
São oito e meia da noite.
Sete de janeiro de
dois mil e quinze
não ficará pra história.
nove de janeiro, talvez.
II
Eu teria comprado todas as nuvens
mas disseram que era
melhor esperar pelas promoções.
III
Quero significar algo,
mas é necessário
paciência
quando construímos uma história.
9.10.15
Dinâmica Para Não Esquecer
E ao correr nas nuvens
perderia o sentido do chão;
O mergulho de cabeça traz uma espécie de alegria colérica
onde o mundo se desfaz miúdo e depois gigante;
Nós somos as sementes de nossos dentes plantados nas outras peles,
nós somos também outras peles;
A transposição desses desafios não traz à cabeça nenhum novo rio
Muito menos há o reforço dos já existentes,
Então, digo que fazer hidrelétricas nesses rios voadores é um exercício de aprendizagem
Mas não se aproxima da prática pura,
As coisas percebem a si mesmas e as outras, mas só quando ninguém está olhando.
Quando as coisas não estão olhando, a terrível lucidez levanta-se e todos os olhos se fecham.
perderia o sentido do chão;
O mergulho de cabeça traz uma espécie de alegria colérica
onde o mundo se desfaz miúdo e depois gigante;
Nós somos as sementes de nossos dentes plantados nas outras peles,
nós somos também outras peles;
A transposição desses desafios não traz à cabeça nenhum novo rio
Muito menos há o reforço dos já existentes,
Então, digo que fazer hidrelétricas nesses rios voadores é um exercício de aprendizagem
Mas não se aproxima da prática pura,
As coisas percebem a si mesmas e as outras, mas só quando ninguém está olhando.
Quando as coisas não estão olhando, a terrível lucidez levanta-se e todos os olhos se fecham.
(sem título) 2
Maduram teus cabelos em
meu rosto;
Te sorrio dum lugar absurdo;
As monções gastam o tempo;
São inteiras as gotas,
São inteiros, também, os quilômetros
e um dia não basta:
a vida é muito escassa
e, também,
ela não basta.
Desmaie em mim tua presença
e me faça as denúncias dos
teus sonhos; Eu diria que preciso,
se soubesse o quão preciso te
seria este som.
Almejo escalar as constelações
e sentir teus cabelos madurarem
em meu rosto e teu pássaro
fazer ninho em meu peito,
Sempre fui árvore a admirar teu voo.
meu rosto;
Te sorrio dum lugar absurdo;
As monções gastam o tempo;
São inteiras as gotas,
São inteiros, também, os quilômetros
e um dia não basta:
a vida é muito escassa
e, também,
ela não basta.
Desmaie em mim tua presença
e me faça as denúncias dos
teus sonhos; Eu diria que preciso,
se soubesse o quão preciso te
seria este som.
Almejo escalar as constelações
e sentir teus cabelos madurarem
em meu rosto e teu pássaro
fazer ninho em meu peito,
Sempre fui árvore a admirar teu voo.
Epítome
Ela tem a idade das flores
e o vermelho dos dias
e o azul dos ventos
e todas as esquinas param
quando eu a vejo.
Nunca reconheci as distâncias
entre os tempos, nem fui ao mar
depois que minha consciência
se firmou sem as rodinhas
Mas tenho praticado com afinco
a observação dos postes e suas luzes,
do amor das árvores com os fios de energia,
da luxúria de cada janela e da interminável
solidão das construções no horizonte
da cidade.
Tenho corrido com esses pés de pato
através deste lamaçal que é o agora.
Num instante, ainda a chegar,
a abrangência das portas assumirá
um caráter mítico
e tudo que tenho dito fará sentido
- e, então, será esquecido.
e o vermelho dos dias
e o azul dos ventos
e todas as esquinas param
quando eu a vejo.
Nunca reconheci as distâncias
entre os tempos, nem fui ao mar
depois que minha consciência
se firmou sem as rodinhas
Mas tenho praticado com afinco
a observação dos postes e suas luzes,
do amor das árvores com os fios de energia,
da luxúria de cada janela e da interminável
solidão das construções no horizonte
da cidade.
Tenho corrido com esses pés de pato
através deste lamaçal que é o agora.
Num instante, ainda a chegar,
a abrangência das portas assumirá
um caráter mítico
e tudo que tenho dito fará sentido
- e, então, será esquecido.
1.10.15
Insônia - versão musicada pelo Tuba
Esse é um trabalho (muito bem feito) do Tuba em cima do poema Insônia, presente no Mamute. Essa ideia vem desde o ano passado e agora vocês podem ouvir ai!!
Valeu Tuba! O som ficou impecável mesmo!!
Você pode ouvir o poema aqui:
Você pode ouvir o poema aqui:
21.9.15
MAMUTE - edição ampliada
Nasceu!!! Esses são os primeiros exemplares do meu livreto de poesias, Mamute: edição ampliada!! Eles tão uma lindeza só!! Esse projeto foi feito com muito carinho e esforço, então, se você puder leve um ou dois ou dez exemplares pra casa, espalha pros amigos, fala pros vizinhos, enfim.
Deem uma força e ganhem essa belezura!!!
Pra entrar em contato e adquirir o seu é só me mandar um email: victorafprado@gmail.com ou me adicionar no facebook.com/victorafprado!
O livreto tá saindo por 10 reais + o frete, se não tiver como eu entregar pessoalmente. Ele vai com dedicatória e tudo mais!!
5.6.15
O tempo é um monstro engolidor de ventas
Nós somos velhos navegadores e nossa terra jamais conheceu nossos pés
Tanto quanto se diz é dito pelo dizer
E todos os dias os sapos nos descem pela goela
Que nossa voz já é um coaxado insustentável
Derramem ao menos nosso sangue
Nesse chão flutuante
E vejamos se ele basta para transformar madeira em amor
E façam dos remos novas asas
E voemos. Nossa casa é o procedimento. O procedimento é prosseguir.
E voamos.
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