Pessoal, a 97ª leva da Diversos Afins acaba de sair do forno e eu também marco presença por lá. Estou na seção Janela Poética III com os textos Movimento Dialético e Epifania 3 (que também acabou de sair pela Enfermaria 6) e com trechos do poema "(sem título) - para Juliana" que estará presente no "onde eu poderia estar" (sim, o projeto está de pé, mas vai demorar um pouquinho pra começar a andar).
8.12.14
Epifania 3 na Enfermaria 6
Hoje na Enfermaria há um texto meu. Esta é minha primeira publicação além-mar e, também, a participação do autor mais jovem (até o momento) na Enfermaria 6. Lembrando que a vertente editorial deles acaba de lançar o Onde fingimos dormir como nos campismos, que é o mais novo livro do escritor Hugo Milhanas Machado. Um baita livro de um baita escritor, diga-se de passagem. A Enfermaria 6 é uma iniciativa portuguesa. O texto pode ser lido aqui: Epifania 3.
Poemas (inéditos) na Mallarmargens - Revista de Poesia e Arte Contemporânea
Alguns de meus poemas foram publicados na Mallarmargens e entre eles estão 5 inéditos!! A publicação pode ser acessada aqui: A poesia "Hodierna" de Victor Prado.
Aqui segue um dos poemas:
Numa Tarde Nublada de Novembro
Eu desmaio e perco os pés,
mas tu já sabes.
Então, abro os olhos
e te sorrio.
Os dias não mudam mais,
mas o calendário avança
e eu sei.
A tarde, tu perguntas
se estou bem;
A noite, tu me vês.
Tu sabes, da varanda
as nuvens encharcadas
alcançam o outro lado
do espelho.
As horas crescem.
E tudo isto faz dos teus cabelos
uma lembrança terrível, para onde
eu espero que este vento me carregue.
![]() |
| Fotografia| Ituarte Oier |
"Entende?" na Videoteca do Mallarmargens Poesia
Há alguns dias meus videopoemas foram publicados na Videoteca da Mallarmargens Poesia. A Mallarmargens é uma das mais importantes revistas literárias em atividade no Brasil, por isso fiquei muito feliz com essa publicação, além de ser muito grato pelo espaço dado a mim. A minha série de videopoemas se chama Entende? e a publicação pode ser vista aqui.
8.11.14
Publicação no Jornal RelevO
O Jornal RelevO de Novembro já está disponível pra leitura e, supersticiosamente, na página 13 vocês encontrarão o poema Ecdise de minha autoria! Mas não se contentem com somente isso, pois também estão nesta edição textos de Ricardo Pozzo, Daniel Osiecki, Renato Ostrowski, Mariana Caetano, Daniel Zanella, Fernando Koproski e muitos outros escritores brilhantes!
Corre lá rapaz!
29.10.14
Stratus
o curso do rio,
siga o curso do rio
tu me
repetias
mas eu não
entendo teus diagramas
tuas
resoluções tuas limiares
tuas
concessões
eu não
entendo quando tu apontas o dedo pra lá do próprio horizonte
e com
dentes frouxos salivas essas palavras de um dialeto que deveria morrer
segue o rio
só isso
aquele que vira depois da mata
aquele que corta pulsos
aquele rio
segue o curso dele
sabe quando
a gente balança a cabeça depois de muito tempo sem ter que balançar a cabeça? vem
o medo do torcicolo? ou o medo de esquecer como se balança a cabeça? sabe
quando a gente olha e vem a vontade de balançar a cabeça?
porque sim
porque ele não é fundo
porque ele é calmo
porque bebe-lo é quase ascender ao
impossível
é brotar-se igual feijão num copo
qualquer
é despojar-se e dizer ao vento:
cuspa-me
por essas estradas
e não me
olhe nos olhos
deita-me,
então, e desposa-me
faça de mim
redemoinhos
e numa
curva qualquer esqueça-me,
pois sou
tua, mas não sou pra sempre.
18.10.14
Mamute - Victor Prado
Eis que surge no horizonte um Mamute caminhando a passos largos. Se apressem e o possuam, pois tal Mamute é a história do egoísmo e, também, do altruísmo.
16.10.14
12.10.14
Publicação do livreto "Mamute"
Coloco a disposição este livreto intitulado "Mamute" que traz em si um poema homônimo e outro que atende por "Insônia: a criação do espaço-tempo".
O livreto estará disponível para leitura e download gratuitos à partir do dia 18 (oportunamente) depois das 18 horas.
"No holoceno, os dias são espessos e os Mamutes são poucos." - Mamute, Victor Prado.
"No holoceno, os dias são espessos e os Mamutes são poucos." - Mamute, Victor Prado.
Submergido num universo criado
de mim
Simples abrigo de monstros
e de realidades
mutantes
Um espaço-tempo regido
por um deusditador." - Insônia: a criação do espaço-tempo, Victor Prado
8.10.14
Necessidade
é carregar o peso de um mundo sem
poder te tocar,
o sentimento que enxergas em mim.
perceber aquilo que te digo não é o
mesmo que escrever palavras ditadas
nem ter a tranquilidade para
ditá-las;
poderia ser a água com a qual
desejamos nos afogar
ou a gota que falta na Cantareira.
27.9.14
24.9.14
Publicação - Guata Cultura em Movimento
O canal Guata - Cultura Em Movimento acaba de publicar um texto meu na seção Epidemia de Poesia do seu site! O poema em questão se chama "Afazeres" e pode ser lido na íntegra aqui.
"Faço faxinas diárias
e semanais também
limpo embaixo das unhas
e os cantos das paredes:
para que sejam a trilha sonora
dos encontros.
Tento encerar os dias,
mas recrio monstros aquáticos
porque amo os oceanos [...]"
"Faço faxinas diárias
e semanais também
limpo embaixo das unhas
e os cantos das paredes:
para que sejam a trilha sonora
dos encontros.
Tento encerar os dias,
mas recrio monstros aquáticos
porque amo os oceanos [...]"
1.9.14
Publicação - Canal SubVersa
O Canal SubVersa acaba de publicar um texto meu na segunda edição de sua revista! O poema em questão se chama "Isto Não É Um Aviso" e pode ser lido na íntegra aqui. Vale a pena conferir esta iniciativa da Morgana Rech e da Tânia Ardito! A SubVersa está aqui: http://canalsubversa.wordpress.com/
| Foto: Victor Prado / Local: Ribeirão Preto |
Quatorze mil
almas
e o fundo
oceânico
em chamas:
em festa;
Vim fugido
daquele que é eu
para todos os
fins
que não
necessitam de
inícios.
Todas essas
conversas
que só ouço:
Não me intrometo
de papagaio
ou maritaca.
Não sou de hoje,
esse oceano não
me serve,
o que me veste
bem é riacho e
o silêncio
orquestrado pelas nuvens.
O bom acontece no
sem-tempo;
Poupar tempo é
não comprar relógios
(abrir os olhos e
acordar o sonho).
2.
Aquários humanos
são feitos de
placas
e não necessitam
de tampa
Vocês são seres
aquáticos
que escapuliram a
si mesmos
e hoje pensam em
mares
como quem brinca
de telefone sem fio.
3.
E todas essas
coisas
podem ser
provadas,
mas os gostos
variam
de acordo com o
paladar.
Isso não é um
aviso.
Aviso é fechar os
olhos e abrir a boca.
30.8.14
Discernimento
Te digo enormes coisas
tremendas
de vindas e ventos
2.
Olhar com as mãos
é perceber o inconcebível:
entender que o mundo é pedra
de tropeço
que se joga na têmpora alheia
3.
Comer as unhas dos pés
e morrer no sorriso ao lado
depois roubar a consciência
das sementes
e crescer e espalhar-se
4.
Desmaiar na casa da vizinha
e sonhar os sonhos de ardósia
então: lembrar-se
e rir-se
e doer-se
5.
Somos sementes e chuvas
e crescemos na terra que são os outros
6.
E como dói a consciência.
E como dói supor-me sem ela.
tremendas
de vindas e ventos
2.
Olhar com as mãos
é perceber o inconcebível:
entender que o mundo é pedra
de tropeço
que se joga na têmpora alheia
3.
Comer as unhas dos pés
e morrer no sorriso ao lado
depois roubar a consciência
das sementes
e crescer e espalhar-se
4.
Desmaiar na casa da vizinha
e sonhar os sonhos de ardósia
então: lembrar-se
e rir-se
e doer-se
5.
Somos sementes e chuvas
e crescemos na terra que são os outros
6.
E como dói a consciência.
E como dói supor-me sem ela.
Quem Chegar por Último é Mulher do Tempo
(e no fim
perceber que, ainda,
nossas flores de chumbo
permanecem desabrochadas)
É inaugurar sonhos,
o frio na barriga;
Ver o senhor de bigode
apontar ao céu
e disparar o início:
E todos corremos
quase mudos, cheios de foco,
sem notarmos as janelas abertas, as portas,
As mulheres a acenar dos quintais,
os homens a cantar nas janelas,
as crianças a brincar na terra.
Corremos. Tão somente, corremos.
Nosso objetivo é maior que nós,
nosso caminho é maior,
nós não somos.
E nosso cabresto é exato.
Mas existem os que não correm,
os que acenam e cantam e brincam,
os que reparam a vida.
E seus cabrestos são objetos empoeirados
no fundo de baús esquecidos.
(Para alguns a linha de chegada chega primeiro. Somente alguns percebem.)
22.8.14
Azul-Infinito: um poema que virou vídeo
Perto do fim
de cada
tarde
todos nós
nos perdemos
entre
sonos
Nos
afundamos nos
travesseiros
do dia e nos cobrimos com
os
cobertores da noite
II
Perto do fim
de cada sono
todos nós
nos perdemos
entre
tardes
mergulhamos
na vertigem do dia e
nos afogamos
na calmaria da noite
III
Perto do fim
de cada nós
todas as
tardes se perdem
entre
sonos
e se
dissipam como
n u v e n s
num céu azul-infinito.
14.8.14
Publicação - Revista Grito
A Revista Grito acaba de publicar um texto meu em seu site, o poema em questão se chama Pequenina e pode ser lido na íntegra aqui.
| Foto: M.A.f.I.A |
Triste criança feliz
Ainda não cresceu
Ainda não comeu[...]
Tem que ser
pequena
Pra caber na casa
Pra não comer muito
Pra pensar pouco
1.8.14
R.E.M
A cronologia inconsistente, e quase inexistente, do surrealismo e o silêncio das personagens são a base para este curta que retrata a relação existente entre uma pessoa e seu passado.
Aterrorizada pelas lembranças, a personagem principal busca refúgio em seu inconsciente, porém nesse local onde deveria haver somente natureza e tranquilidade ela encontra seu maior medo, o próprio passado.
Esse “passado” mostra-se como um ser escuro e sem piedade que passa a persegui-lá incansavelmente. Porém, num momento de quase-consciência a garota se recorda de tudo que há no presente e no futuro e se transporta para esses tempos. Consegue, por fim, sentir-se segura e feliz.
Infelizmente ela esqueceu-se do passado, mas o passado não se esqueceu dela.
R.E.M
Gênero: Curta | Sub-gênero: Surrealismo / Cinema Mudo
Profº Orientador: Bruno César
Roteiro/Direção/Edição: Victor P. | Auxiliar de Direção: Milena M.
Elenco: Angelica B., Beatriz D. e Fernando P.
Trilha Sonora: Get to France - Mogwai
Does This Always Happen? - Mogwai
Revenga - The String Quartet
Violent Pornography - The String Quartet
27.7.14
Soneto 1
Teus
sonhos são falados,
Os deles são terra
Onde crescem ofídios
E súplicas-lágrimas,
Onde entardecem as eras.
Tão poucas são as presas,
Mas muita é a morte
Que delas é feita vida em mim.
E quando forem tuas as horas
Saiba frear teus passos
E olhar-me os olhos,
Que tudo corre fora desse caminho
E o mundo é um sonho:
Os deles são terra
Onde crescem ofídios
E súplicas-lágrimas,
Onde entardecem as eras.
Tão poucas são as presas,
Mas muita é a morte
Que delas é feita vida em mim.
E quando forem tuas as horas
Saiba frear teus passos
E olhar-me os olhos,
Que tudo corre fora desse caminho
E o mundo é um sonho:
Incontrolável.
17.7.14
Julgamento de Valor
Quase lamparina que serve para iluminar,
mas que também incendeia.
1.
[
Iluminar
jogar luz sobre
]
Começo,
dessa vez
será do jeito certo:
o direito
depois o
esquerdo
sempre em
frente.
2.
meus olhos,
nas costas
minha cabeça,
nos pés
3.
Seguimos
trilhas imaginárias
Nossas respostas
têm perguntas erradas.
Então,
acreditamos.
6.6.14
Ecdise
1.
em milagres faria intervenções
transformaria as perdas
em pedras palpáveis e membros
fantasmas
em ambiguidades
e logo cada caminho seria recrutado
por determinismos
na época das moscas e aranhas
de observadores são os muros e os
matos
de barulhos embrulhados permanece o
ar
cada criança corre sua vida
e se apressa no desmanchar do casulo
em desfazer seu ninho
no deslembrar de seu nicho
mas
os lobos guardam
caminham calmos
os lobos sabem empacotar vontades
2.
montanhas não existem por aqui
os rios cortam mais que lâminas
tu não és peixe nem anfíbio nem
réptil
e esse teu coração pulsa nas mãos
pula
teu coração pula
dele saem regatos por teu pulso
o centro de tudo é consequência
por isso generalizações se formam
3.
os quero-queros não representam
vontade
mas insistem
não me representam
não insisto
na pressa os pés
e o leite
choramos a dor e o derramado
no chão as coisas estão no mesmo
plano
mas existem coisas que não são coisas
assim como aqueles regatos insistem
em sair por teu pulso
as horas veiam a presença
e embrulham o dia com jornais antigos
cozinham a existência em etileno
4.
na minha continuidade as pausas são
necessárias
pra remontar céus azuis de dias
regulares
pra que o fio da meada não me perca
nas presas achamos pares
principalmente quando elas retiram
suas fantasias.
24.5.14
Fugaz
"Difícil é a luta contra o desejo, pois o que este quer, compra-o a preço
da alma" – Heráclito.
Te observo,
de noites
já.
Te olho e
significo-te.
Há tantas
vezes na mesma imagem
[Tanta
imagem]...
e cada uma
assume certa significância.
Rogo-te,
assombro tuas lembranças em mim
e de
paisagens te remonto.
Imagens são
lembranças.
Maleáveis,
moldáveis.
Cabíveis;
Sou
vasilhame e já não comporto em mim a tua existência;
então, em
tudo te transbordo:
Desde a esquina
dos olhos
até a
inconsistência.
Devoro-te
com precisão.
Decifra-me ou Devoro-te
E ela vinha
sentava ao
meu lado
e dizia
ao meu
ouvido
– num sonho que não tive, e que
por isso se
fez
necessário
que eu
o imaginasse
–
Num quarto
infinito
perto de
onde
o verbo está
escondido,
estávamos
E a ciranda
de ritmo quebrado
ressoava
Ela ao meu
lado
nua e pura
Então o
eterno relance
entre o
dito e o
a se dizer.
26.4.14
(A Orbe de) Cronos
Devoro-te de presas arcaicas:
Dentes de
granito inúteis em
Tua horda porosa
;
Tu consomes
lixiviações
;
Faço ressalvas:
Não me salvarei,
Antes,
engolirei a mim
mesmo.
E a ti também.
17.4.14
como sempre é.
E
desdobra-se o tempo
e
nuvens
no céu
branco, mas,
Dentro
As vidas renascerão
com paciência
e ventos
que sopram as bocas
e sorriem
É quase tempo de alegria,
A Persistência da Memória
a
lembrança do sonho
começa a se apagarlembrança do sonho
os pequenos feixes escorrem pelos dedos
caem no colchão
caem no colchão
até que
não se lembre mais o que se estava esquecendo.
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