Perto do fim
de cada
tarde
todos nós
nos perdemos
entre
sonos
Nos
afundamos nos
travesseiros
do dia e nos cobrimos com
os
cobertores da noite
II
Perto do fim
de cada sono
todos nós
nos perdemos
entre
tardes
mergulhamos
na vertigem do dia e
nos afogamos
na calmaria da noite
III
Perto do fim
de cada nós
todas as
tardes se perdem
entre
sonos
e se
dissipam como
n u v e n s
num céu azul-infinito.
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