Victor Prado: Azul-Infinito: um poema que virou vídeo

22.8.14

Azul-Infinito: um poema que virou vídeo


Perto do fim
de cada tarde
todos nós nos perdemos
entre
sonos

Nos afundamos nos
travesseiros do dia e nos cobrimos com
os cobertores da noite

II

Perto do fim
de cada sono
todos nós nos perdemos
entre
tardes

mergulhamos na vertigem do dia e
nos afogamos na calmaria da noite

III

Perto do fim
de cada nós
todas as tardes se perdem
entre
sonos

e se dissipam como
n           u         v         e          n         s 
num céu azul-infinito.

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