Victor Prado: Decifra-me ou Devoro-te

24.5.14

Decifra-me ou Devoro-te

E ela vinha
sentava ao meu lado
e dizia
ao meu ouvido

–  num sonho que não tive, e que
por isso se fez
necessário que eu
o imaginasse –

Num quarto infinito
perto de onde
o verbo está
escondido,
estávamos

E a ciranda de ritmo quebrado
ressoava

Ela ao meu lado
nua e pura

Então o eterno relance
entre o
dito e o
a se dizer.

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