Victor Prado: (sem título) 2

9.10.15

(sem título) 2

Maduram teus cabelos em
meu rosto;

Te sorrio dum lugar absurdo;

As monções gastam o tempo;

São inteiras as gotas,
São inteiros, também, os quilômetros
e um dia não basta:
a vida é muito escassa
e, também,
ela não basta.

Desmaie em mim tua presença
e me faça as denúncias dos
teus sonhos; Eu diria que preciso,
se soubesse o quão preciso te
seria este som.

Almejo escalar as constelações
e sentir teus cabelos madurarem
em meu rosto e teu pássaro
fazer ninho em meu peito,

Sempre fui árvore a admirar teu voo.

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