novamente as cracas:
tão belas e imponentes.
e ao muro caminha um cavalo marinho
infértil
potro estéril
tubarão de peixe-palhaço
falador
de ações gagas.
e mostra e regozija-se
brilha de óleo
bijuteria pura e fina
da melhor qualidade
daquelas fotos profundas pintadas no chão
dicionário filantrópico
de prática teórica.
e as cracas riem
cagam suas risadas
no chão etéreo
e o potro mostra os dentes
impõe sua crina ébria
lambe
sua língua áspera e confortante
o muro
percebe-se majestoso
as cracas riem.
criador de falácias
agarra-se à parabólica
lança-se num número magistral
gran-finale
para seu xucro espetáculo.
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